A presidenta da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais (ANADEF), Luciana Grando Bregolin Dytz, representou a entidade na I Cúpula Interamericana das Defensorias Públicas: Justiça Aberta e Inteligência Artificial, realizada nos dias 30 e 31 de julho, em Quito, no Equador. O encontro reuniu representantes de Defensorias Públicas de 13 países, autoridades do sistema de justiça e integrantes da Associação Interamericana de Defensorias Públicas (AIDEF) para debater os desafios e as perspectivas da Justiça Aberta, da transformação digital e do uso da inteligência artificial na promoção do acesso à justiça.
A programação contemplou painéis temáticos, debates institucionais e atividades voltadas ao intercâmbio de experiências entre as Defensorias Públicas da região. As delegações também participaram de visitas institucionais ao Palácio de Carondelet, sede da Presidência da República do Equador, e ao Conselho da Magistratura, fortalecendo o diálogo e a cooperação internacional entre as instituições de justiça.
Ao longo do evento, foi reafirmado o compromisso das Defensorias Públicas com uma atuação cada vez mais acessível, transparente, inovadora e centrada nas pessoas, aliando o uso ético e responsável da inteligência artificial ao fortalecimento da defesa dos direitos humanos e da cidadania.
Durante o painel “Além do Escritório: Desafios da Justiça Aberta nas Áreas Rurais e Periféricas”, Luciana Bregolin compartilhou a experiência da Defensoria Pública da União (DPU) e os desafios enfrentados para garantir o acesso à justiça em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Em sua exposição, destacou que, embora a DPU esteja presente em todas as capitais brasileiras, ainda é necessário ampliar a presença institucional no interior do país, justamente onde se concentram parcelas significativas da população em situação de vulnerabilidade e com maior necessidade de assistência jurídica.
A presidenta da ANADEF ressaltou, ainda, que a Defensoria Pública da União vem ampliando sua atuação por meio de equipes especializadas, Grupos de Trabalho temáticos e da atuação estratégica de Defensoras e Defensores Públicos Federais dedicados à promoção dos direitos humanos, levando a instituição aos territórios e aproximando a justiça de quem mais precisa.
Ao encerrar sua participação, Luciana deixou uma mensagem de união e fortalecimento institucional:
“Sigamos juntos, Defensoras e Defensores das Américas e do mundo, nessa luta para que esse sim da Defensoria se multiplique.”
A participação da ANADEF na I Cúpula Interamericana reafirma o compromisso da entidade com o fortalecimento da Defensoria Pública brasileira, a cooperação internacional e a construção de soluções inovadoras que ampliem o acesso à justiça em toda a América Latina, sempre com foco na promoção dos direitos humanos e na defesa da cidadania.





